Entenda a origem, o preparo e as variações de quibe, esfiha e charuto de folha de uva, e descubra em qual ocasião cada um brilha na mesa árabe.
São três clássicos que dividem a mesma mesa, mas têm papéis bem diferentes em uma refeição árabe. Confundi-los é comum — os três aparecem juntos em quase toda festa —, só que cada um tem origem, técnica e momento próprios. Entender essas diferenças ajuda a montar um cardápio equilibrado em vez de repetir três versões da mesma ideia.
02Quibe: trigo, carne e hortelã
O quibe nasce da mistura de trigo fino hidratado, carne moída bem magra, cebola e hortelã. O ponto da massa é o que separa um quibe bom de um quibe comum: o trigo precisa ficar de molho apenas o suficiente para hidratar, e a massa precisa ser sovada até ficar lisa e homogênea. Quibe seco esfarela na boca; quibe encharcado perde a mordida.
03Cru, frito ou assado
O quibe cru é entrada nobre, servido gelado com azeite, cebola e hortelã — é o preparo mais delicado, porque depende inteiramente da qualidade da carne. O quibe frito, recheado com carne, cebola e às vezes queijo, é o petisco que agrada a todos e o mais pedido em festas. Já o quibe assado em travessa é comida de casa: rende bem, corta em losangos e alimenta muita gente com pouco esforço.
04Esfiha: a massa é o segredo
A esfiha é uma massa levemente fermentada, aberta fina, com recheio de carne temperada com limão e tomate, ou de queijo com zaatar. A versão aberta é a mais tradicional e a preferida da nossa cozinha: o recheio cozinha junto com a massa e o suco da carne penetra na base, criando aquela borda macia e o centro úmido. A esfiha fechada, em formato de triângulo, guarda mais o vapor e é prática para servir em pé.
05Charuto de folha de uva
O charuto é o prato do tempo lento. Folhas de uva ou de repolho são enroladas à mão, uma a uma, com arroz, temperos e às vezes carne, e cozidas em fogo baixo com limão. O resultado é ácido, macio e aromático — e o preparo é praticamente um ritual familiar, feito em grupo, em grande quantidade. Por isso o charuto está sempre ligado a celebrações.
06Quando servir cada um
Para uma recepção em pé, esfihas e quibes fritos são imbatíveis: comem-se com a mão e não exigem prato. Para uma mesa sentada com clima mais formal, o quibe cru abre bem a refeição e o charuto ocupa o lugar de prato de destaque, servido frio ou morno. Em um almoço de família, quibe assado e charuto dividem o centro da mesa, com pastas em volta.
07Quantidades e combinações
Uma proporção que funciona bem: para cada dez convidados, quinze esfihas, vinte quibes e uma travessa de charutos, acompanhados de duas pastas e uma salada. Evite servir os três em versão pesada ao mesmo tempo; se houver quibe frito, prefira charuto sem carne, mais leve, para não sobrecarregar a mesa.
08No Manzil
Fazemos quibe, esfiha e charuto artesanalmente, todos os dias, na nossa cozinha na Asa Norte, em Brasília. Você pode provar os três no salão, pedir pelo delivery ou incluí-los no cardápio de um evento com o nosso buffet árabe no Distrito Federal.
Manzil Cozinha Árabe
Quer receber com comida árabe?
Preparamos delivery, encomendas e buffet para eventos em Brasília.
Pedir orçamento
